tanuki's Blog
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"pois é, até, onde o destino não previu, sei mas atrás vou até onde eu consegui..."
meu ego fere, fere e fere os que mais amo
então
pelo bem de todos
eu me afasto.
cavei o buraco até aqui, então o mais justo é me jogar
e os dramas vão ter fim pro lado de vocês
se um dia eu deixar de ser ingrata e egoísta, se deixar de ser mimada e querer sempre o melhor, talvez seja a hora de voltar.
(não que necessáriamente aconteça...)
e
"que seja eterno enquanto dure"
eterno o meu amor
mas as coisas não duram
não pra mim
não fui feita pra isso
devo ter nascido sem alguma pecinha básica pra isso
amo
é a única certeza
.
*sabe que vai se arrepender do que escreveu/pensou/sentiu logo logo e querer voltar atrás. mas as portas não podem ficar eternamente abertas esperando minhas decisões. há muitos mosquitos lá fora*
então só peço que pensem agora com o máximo de egoísmo possível
e só me informem depois
(ou não, que direito eu ainda tenho de pedidos?)
tia, vê um euthyrox?
mãe, cansei disso tudo
a gente pode começar de novo?
a gente pode rebobinar a fita e eu tentar pelo menos mais uma vez aprender como uma pessoa tem que ser?
por que o filme não dá certo comigo?
porque você tenta plagiar os que assistiu
mas eu só queria...
desliga essa tv e vai dormir logo. amanhã será mais um longo dia pra você estragar tudo de novo com essas manias
. -
e.p.
"Experiências anteriores que se encontram bem guardadas no inconsciente e de lá norteiam nossas reações imprevisíveis e surpreendentes, por vezes nos levando a indagar o porquê de tais atitudes e comportamentos ante ao aparentemente desconhecido-consciente do misterioso e maravilhoso inconsciente que nos surpreende e nos defende mesmo sem a nossa cônscia permissão.
Quando menos percebemos, já nos refugiamos psiquicamente e o "mal" já foi feito, tanto ao "objeto" a que(m) se direciona a defesa quanto ao "que se defende" deste."
"Melanie Klein (1951" descreveu as posições esquizo-paranóide e depressiva em termos de um grupo de defesas, um padrão de ansiedades e outras emoções. Cada uma delas é caracterizada, também, por estruturas mentais típicas e por formas típicas de relacionamentos objetais, tanto internos quanto externos. É no relacionamento com essas posições que as organizações patológicas podem ser melhor compreendidas. Na verdade, o refúgio pode ser considerado também como uma posição com seu próprio grupo de ansiedades, seus padrões de defesa, suas relações objetais típicas e sua estrutura característica. Já me referi a ele como uma "posição fronteiriça"por causa de seu lugar no limite entre as duas posições básicas (Steiner 1987, 1990a).
A terminologia das posições pode causar confusão por causa da possível conexão em tipos particulares de distúrbios clínicos. Klein precisou enfatizar que a posição esquizo-paranóide não implicava em psicose paranóica simplesmente, nem a posição depressiva em doença depressiva. Do mesmo modo, o termo "posição fronteiriça" não está limitado aos pacientes fronteiriços, e embora seja verdade que os refúgios psíquicos possam ser observados facilmente em estados fronteiriços, eles são também uma característica proeminente dos pacientes psicóticos num extremo, e dos indivíduos normais e neuróticos em épocas de estresse, em outro. A própria Klein falou ocasionalmente de uma posição maníaca e uma posição obsessiva (Klein 1946), e esses estudos defensivos mais organizados têm muitas características em comum com os refúgios psíquicos. É claro que não só as duas posições básicas, mas também a posição fronteiriça ocorrem em todos os pacientes, e a noção de posições pode ajudar o analista a avaliar onde o paciente está localizado, em qualquer momento em particular.
O paciente pode retirar-se para um refúgio numa posição fronteiriça, onde fica sob a proteção de uma organização patológica, a partir de qualquer uma das duas posições básicas.
Emergindo do refúgio psíquico o paciente pode confrontar-se com ansiedades de qualquer uma das posições básicas, a posição esquizo-paranóide ou a posição depressiva.
Há casos de estagnação de análises. Devido a esse ponto, há pouco ou quase nenhum movimento discernível nesse equilíbrio, e o paciente se estabelece firmemente no refúgio, protegido pela organização patológica, emergindo apenas raramente para encarar as ansiedades depressivas ou esquizo-paranóides. Em situações menos estagnadas, que ocorrem naturalmente entre pacientes que podem, no entanto, estar muito doentes e até psicóticos, mais movimentos são discerníveis, e ocorrem alterações em que as ansiedades são encaradas pelo menos temporariamente. Aqui a perda do equilíbrio pode originar uma ansiedade extrema e um retorno imediato ao refúgio, mas pode possibilitar também um desenvolvimento analítico.
Uma descoberta impressionante, em alguns exemplos de organização patológica da personalidade, é a de que há uma fidelidade à organização, mesmo quando ouve algum progresso e a necessidade dela não parece mais tão convincente. É como se o paciente ficasse acostumado e até viciado a esse estado de coisas no refúgio, recebendo assim um tipo de gratificação perversa. A parte do paciente que fica em contado com a realidade é seduzida, muitas vezes por meio de subornos e ameaças, e a organização toda mantém-se unida ao criar elos perversos entre seus membros integrantes. Na verdade, os mecanismos perversos desempenham um papel central nas organizações patológicas, particularmente ao solidificarem a organização e apoiarem sua estrutura imóvel.
(...)
É apenas através de um longo e doloroso processo que o paciente começa a sentir que tem a capacidade de dizer "não" à força sedutora da perversão, e como conseqüência, fontes alternativas de ajuda tornam-se disponíveis. Ele pode ver-se então menos prisioneiro da organização, e sentir que precisa recorrer à sua proteção apenas em períodos especiais de tensão. À medida que as qualidades viciantes diminuem, ele se sente capaz de libertar-se mais e encarar a realidade psíquica. Uma vez que isto se tornou possível, ainda que parcialmente, o luto e a perda levam a uma recuperação de partes do self, e a dependência da organização afrouxa mais um pouco. Entretanto, ela permanece sempre parte da personalidade, para onde o paciente pode retirar-se quando a realidade se torna insuportável. Se for reconhecida pelo que realmente é - a saber, uma área onde os relacionamentos e pensamentos perversos são sancionados -, o paciente pode aceitar uma necessidade ocasional de adotar esses métodos sem idealiza-los. A proteção do refúgio é vista então como oferta de um alívio temporário da ansiedade, mas não como uma segurança autêntica ou oportunidade de desenvolvimento. Como outros elementos do mundo interno, ela pode ser vista então mais realísticamente, e o paciente consegue chegar a um acordo com a mesma."
"Muitos tipos de psicopatologia severa são atribuídos à fixação em uma das duas posições kleinianas. A fixação na posição esquizo-paranóide conduz a alguns transtornos psicóticos. Os transtornos psicóticos em geral negam a realidade, usam projeção extensamente e engajam-se em dissociação. Escape para um objeto interno idealizado conduz a estados exaltados autistas; dissociação generalizada e reintrojeção de objetos fragmentados múltiplos conduz a estados de confusão. Medo predominante de perseguidores externos é a marca registrada do transtorno delirante; projeção de perseguidores sobre o próprio corpo resulta em hipocondríase. As pessoas com transtorno de personalidade esquizóide são emocionalmente superficiais e intolerantes de culpa, tendem a experimentar os outros como hostis e retraem-se de relações de objeto.
A partir da fixação, na posição depressiva vem o luto patológico (depressão) ou o desenvolvimento excessivo de defesas maníacas. O luto patológico resulta da destruição fantasiada por ataque sádico de objetos internos e externos bons. Os objetos internos maus que permanecem funcionam como um superego sádico primitivo evocando culpa excessiva e estimulando o sentimento de que todos os objetos bons estão mortos e que o mundo não tem amor. O superego sádico é cruel, exige perfeição e opõe-se aos instintos. Tentativas são feitas para idealizar objetos externos como um meio de autopreservação; deste modo, quaisquer reprovações são feitas contra o eu, ao invés de aos outros. O suicídio pode incorporar a noção de que o objeto externo bom pode ser preservado apenas através da destruição do self mau.
Síndromes hipomaníacas e maníacas são promovidas por um predomínio de defesas maníacas, incluindo onipotência, identificação com o superego, introjeção, o triunfo maníaco e idealização maníaca. A onipotência resulta da identificação com um objeto bom idealizado e negação do resto da realidade. A identificação com um superego sádico permite que objetos externos sejam tratados com desprezo. A introjeção é manifestada como fome de objeto, com negação de perigo para e dos objetos; triunfo maníaco é manifestado por um senso de ter conquistado o mundo; e idealização maníaca é manifestada por fantasias de fusão com Deus." -
\o\
tralalááá~~~
*nada pra escrever*

*não sei se queres saber o que eu acho, mas na real, pra mim não faz diferença se queres saber ou não*
"pois bem, é isso que dá, se ferrar por pensar apenas nos sentimentos alheios não é nenhuma novidade na humanidade. =]"
sentimentos alheios?
desculpa, tanuki, mas o que você sabe sobre isso?
o ser humano é egoísta demais pra pensar nos outros.
e algumas pessoas conseguem ferir os outros com o próprio egoísmo...
eu uma vez aprendi que por maior que seja o abismo, a gente nunca deve se abater a ele. a gente tem que seguir pensando nos prós e nos contras a gente tenta resolver.
RE-SOL-VER. sabes o que é isso?
saabe, sim.
já te ouvi falando esta palavra. :T
o problema é: 'ninguém resolve nada sozinho'.
não existe bolha que dure pra sempre. não existe amizade que dure pra sempre. não existe distância que dure pra sempre.
falando em distância, ela é uma que não resolve bulhufas. principalmente se você utilizá-la em pról de esquecer. esquecer...
o que queres esquecer mesmo?
desculpa se não estou tão informada, é porque tu já esqueceu uma coisa. a nossa amizade.
já tentei recuperar. tentei mesmo.
não deu. acho que é porque você esqueceu.
de qualquer forma, sabes que eu estarei aqui.
se por acaso se lembráres dela. ^^